S.E.V. - SERVIÇO DE ENSINO VOCACIONAL
Os Ginásios Vocacionais foram escolas pioneiras na rede pública de São Paulo nos anos 60.
Numa iniciativa do Governo Carvalho Pinto, foi implantado um projeto piloto com cinco escolas que viriam a servir de modelo a ser adotado, tanto para a ampliação da rede pública como para a adequação das escolas em funcionamento à dinâmica experimentada pelo sistema de ensino.
A expansão inicia-se na unidade paulistana, com a inclusão de uma população que pouca oportunidade tinha de freqüentar uma boa escola, criando o período noturno, e com a montagem da unidade de São Caetano.
Os seis colégios vocacionais do Estado que funcionaram de 1962 a 1969 continham uma proposta pedagógica revolucionária.
Entre as experiências dos colégios vocacionais destacava-se a pesquisa junto à comunidade para favorecer o trabalho coletivo do planejamento curricular.
Na construção do currículo, procurava-se trazer a realidade social para o interior da escola.
O currículo era estendido à áreas profissionalizantes (sem esquecer do benefício destes conhecimentos para a formação geral), como Artes Plásticas e Industriais, Educação Musical, Teatro, Práticas Comerciais ou Agrícolas conforme a unidade, Economia Doméstica. Educação Física realmente iniciava ao desporto, com uma carga horária talvez 3 vezes maior que as escolas tradicionais.
O ensino era de período integral.
O processo de avaliação nessas escolas era considerado inovador: substituía as notas por conceitos. Os alunos se auto-avaliavam em relação aos objetivos, aos métodos e estratégias, conteúdos e atitudes. Se atribuíam um conceito que era levado aos Conselhos de Classe e aí eram discutidos.
Os "Ginásios Vocacionais" representaram um marco na história de educação paulista por adotar a democracia como prática pedagógica.
Foram extintos pelo governo militar em 1969.